Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Esta noite...

Esta noite chego de mansinho, sem ruído, para não te acordar… Devagarinho, coloco uma pequena estrela em teu travesseiro e nela, meu coração. Por cima para que sua luz seja suave, um lenço… e nele, uma lágrima…

 

Esta noite venho deixar-te minhas asas… Atravessaram mil tempestades, bateram sem parar para me manter num céu que eu queria azul, mas hoje, estão cansadas e já não podem voar…

 

Esta noite deixo-te meu sonho… Nele, estarei sempre contigo. Basta fechares os olhos e deixar que eu te abrace. Não é um grande sonho mas é aquele em que podia sonhar-te…

Está noite, preciso descansar dos caminhos que magoam meus pés descalços, preciso parar e deixar o tempo correr. Assim, devagarinho e sem ruído para não te acordar, beijo-te meigamente e de novo perco-me na noite sem ti…

 

25/10/2005

 

Ao reler este meu texto publicado no blog “osmanos”, senti que as palavras, passado tanto tempo, continuam a ter o mesmo sentido…como pode o tempo passar e deixar na alma exactamente a mesma dor? Talvez um dia, numa nova aurora, eu encontre a resposta…

 


Escrito da alma: Madalena às 15:45
De Kita a 9 de Maio de 2007 às 20:26
Cara Madalena, há sentimentos que foram tão fortes no passado que tempo nenhum pode algum dia apagar... por vezes pensamos que tudo já passou, mas algo nos faz voltar no tempo, como este teu texto desencantado do passado, e voltamos a recordar tudo. E o sentimento é o mesmo.

É muito estranha a vida e os nossos sentimentos. Eu acho. E também sei que podes, sim, sentir a mesma dor. Há dores que amenizam... mas não desaparecem. Não sei se há uma resposta há tua pergunta... mas eu tenho uma teoria. Penso que se há sentimentos que não se apagam é porque ficaram bem gravados em nós e a experiência que resultou daí foi muito forte na nossa vida.

E é por isso que não esquecemos. É por isso que a dor é a mesma.

Gostei muito do teu texto.

Deixo-te um beijinho.

Kita


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