Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Hoje escrevo para soltar as amarras...

Hoje escrevo para soltar as amarras que me prendem a ti.

 

Sempre fui um pequeno barco de papel que andou a deriva e se por momentos encontrei a paz no teu abraço, nesse porto seguro onde eu ancorei minha alma, hoje, levanto de novo a ancora e deixo-me arrastar pela maré para um novo horizonte… E volto a navegar sozinha, perdida…

 

O mar acolhe-me em suas ondas e envolve-me em suas águas onde busco a ausência dos sentidos, o vazio das emoções. Sigo a rota traçada por lágrimas caídas, que ajudaram a salgar o oceano de minha vida e é nesse caminho que espero um dia encontrar a paz de uma saudade… a tranquilidade de um amor que se perdeu…

 

Abro a alma, como velas estendidas no infinito de um céu escuro. Sinto o vento frio que sopra as lembranças de momentos e enche o pensamento de palavras soltas… Haveria tanto ainda para dizer…tanto para sentir…

 

Mas hoje, liberto-te deste sentimento que me fez desejar que o céu fosse azul… Mas ele só o é quando assim o quer e se por um instante soubeste ser pintor na tela que te ofereci, hoje tudo não passa de um quadro onde as cores vão desbotando com o tempo que marca o compasso de tua ausência…

 

Hoje escrevo para soltar as amarras que me prendem a ti.

 

Eu sei que não é fácil navegar contra a maré, nem contra aquilo que o coração sente. Sei que o pensamento vai e vem como as marés, trazendo a praia dos meus sentidos tudo aquilo que foste, és e serás para mim. Sei que cada onda virá morrer aos meus pés, trazendo um pouco de ti e aumentando a saudade que deixas… Sei…

 

Mas sei também que um dia, irás lembrar de um pequeno barco de papel que se prendeu em teu abraço e fez de tua alma seu porto de abrigo… Que um dia, com o olhar perdido no horizonte de um mar qualquer, irás sentir saudade de um sorriso… E sei, que por um instante que seja, irás sentir minha falta.

 

E quando sentires que se perdeu algo no tempo, então vais perceber que soltei as amarras que me prendiam a ti… e que o mar não é mais que o guardião das saudades que sente uma alma pequena que se encontrou para de novo se perder!

 


Escrito da alma: Madalena às 16:46
De aquiloqueeuescrevo a 12 de Fevereiro de 2007 às 22:24
Faltam-me as palavras. Acredita em mim. Adorei. Percebi. Senti. Compreendi perfeitamente.
Um beijinho, desculpa a ausência...*


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