
Poderia ter vindo ontem...mas não fui capaz!
Era teu dia... Terias feito 22 anos... Anos de alegrias, de sorrisos, de uma gargalhada gostosa que nos fazia rir mesmo não querendo!
Talvez tivesse passado sem me lembrar em outros anos...mas ontem não pude esquecer.
Tua presença é constante!!!
Continuas sorrindo em meu coração...
Saudades de ti meu querido sobrinho... Minha estrela brilhante!
![ani03[1].gif](http://madalena.blogs.sapo.pt/arquivo/ani03[1].gif)
Fico feliz sim...mesmo não sabendo quem és!!
Mas o mundo é bem mais bonito contigo aqui...
Esta noite, ouvi a chuva caindo lá fora. Ela batia com força na minha janela. Sentia –a cá dentro do meu peito.
O olhar perdido no vazio e na escuridão que envolvia meu quarto e minha alma, esperava por algo, não sei o quê!!! As sombras que me rodeavam pareciam vultos de alguns espíritos vindos apenas para me fazer companhia, mas nem para elas olhei…meu olhos estavam presos, num ponto qualquer…
o pensamento estava longe, no meio da tempestade que se fazia do outro lado da janela! Queria fechar os olhos e dormir. Mas o sono e eu, não somos companheiros da mesma estrada. Só nos encontramos pela manhã…e claro está, na hora de me levantar!!!
O pensamento em vez de se acalmar e deixar-me sonhar, voa por vidas passadas, vidas perdidas e outras desejadas, sonhadas. Vagueio pelos caminhos de minha infância. Ouço o riso de crianças no silêncio da noite…o riso de alegria de uma menina feliz a brincar com suas irmãs mais novas e uma casinha de bonecas feita de papelão… É bom quando o pensamento volta ao tempo da felicidade!
Mas o pensamento é vadio e não se fixa num tempo, num momento… Viaja pela estrada da vida e trás de novo a lembrança, tantos os sorrisos como as lágrimas. Não quero pensar…nem lembrar.
Queria apenas fechar os olhos, deixar-me embalar pela cantiga da chuva e sonhar. Que o sonho fosse feito de luz.
Um campo de papoilas a balançar suavemente ao sabor de uma brisa…
Um raio de sol a brilhar entre as folhas que são levadas pelo vento de Outono…
Uma lua cheia, acompanhada por estrelas brilhantes…
Apenas quero sonhar com coisas bonitas e cair num sono profundo que me faça esquecer a tormenta lá fora e dentro do meu peito!

Os meus amigos são pedacinhos de minha alma...
São aqueles que me dão um sorriso quando minha tristeza não me deixa ver o sol...
São aqueles que me dão a mão ou o calor de um abraço, mesmo de longe, nos dias em que ando perdida...
Que seria de mim neste mundo sem um amigo!!!
O relógio na parede marca as horas bem devagar com seu tic-tac ritmado.
Olho para seus ponteiros e…nada!
Parece que não se moveram desde a ultima vez que olhei…
Será que o tempo parou?
Será que estou aqui presa, numa vida que não é minha?
Olho pela janela…
A lua chama por mim.
Sinto seu apelo mas não o entendo.
As estrelas, almas que amaram e que de noite guiam os passos dos enamorados, parecem-me mais brilhantes.
Sei que elas tem algo para mim…
Talvez um beijo ou um sorriso…
Talvez um olhar de quem goste de mim…
Talvez….
Devo estar perdida….
Perdida na vida, no tempo que não passa…
Perdida num coração que bate descompassado tentando encontrar um ritmo mais suave…mais doce…
Perdida numa alma triste, melancólica…
Procuro-me e não me encontro…
Por onde andam os pensamentos que deixam as emoções baralhadas?
Em que mar minhas lágrimas se transformam em águas salgadas?
Que faço eu aqui diante da janela olhando o vazio?
Sinceramente não sei…

Meu tempo , por hoje acaba aqui...
Um bom resto de fim de semana para quem eu gosto e para quem gosta de mim... e tambem para quem não gostar de mim...
Noite de saudade
A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura…
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura…
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura…
E eu oiço a Noite imensa soluçar !
E eu oiço soluçar a Noite escura!
Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual á que eu contenho!
Saudade que eu sei de donde me vem…
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nemo que tenho!!
Florbela Espanca
Era uma vez um amor de talher
Bem arrumadinho num gavetão
Uma colherzinha pequena de prata
E um garfo lindo antigo de latão.
Só de longe é que se olhavam
Nunca, nunca se encontravam
Só desarrumados
É que eles se tocavam
Assim foi, durante muito tempo
Até que o garfinho tão velho ficou
Que o deitaram fora
Ninguém se ralou
E a história triste quase chorou.
Era uma vez um amor de talher
Mal arrumadinho num gavetão
Só que a linda colherzinha
Que era esperta e pequenina
Tinha-se escondido escondidinha
Atrás dele…
E finalmente longe de toda gente
A sós
O beijou
Nuno Rodrigues

No meu olhar, mil emoções são vistas, porque no meu olhar esta refletido meu coração...
Tento enganar o mundo com meu sorriso mas esse não chega a fazer brilhar os olhos de quem só conhece a tristeza...
No olhar a alma é transparente!!
E é nesse olhar que me dou a conhecer...
Tem dias...ou noites, em que eu queria ser um anjinho como este, dormindo e sonhando...
Fechar os olhos quando o sono chega e adormecer simplesmente...
Nada no pensamento... alma tranquila... coração feliz...
Meus pensamentos, gaivotas voando ao sabor dos ventos, sobrevoam terras e mares…
De vez enquando, mergulham nas ondas gigantes de um mar encrespado, furioso e acabam presos nessas águas feitas de lágrimas de dor…
Lágrimas de corações magoados…
Lágrimas salgadas de almas tristes…
São dias perdidos, noites sem luar em que o coração apenas sente saudade, angustia e descontentamento. Em que tudo o que me rodeia é cinzento, sem brilho e sem alegria…
Mas, …
Outro dias há em que os pensamentos navegam em águas calmas, feitas de sorrisos, de carinhos, de mimos…
Águas tranquilas de um mar sereno onde os pensamentos misturam-se com as emoções e fazem de cada mão amiga estendida, um porto de abrigo para meu pobre coração.
Coração! …
Pequeno barco de sentidos, perdido na imensidão deste mar, em busca da luz terna e doce de um farol que o possa guiar para terra firme…
Sempre que a brisa agita meu cabelo, sinto o teu toque...
Sempre que cai chuva miudinha e molha minha face, sinto teu doce beijo...
Toda a natureza me fala de ti, estas a minha volta em tudo o que toco e em tudo o que vejo!
Se pela janela meus olhos te procuram e não te encontram nos rostos fechados de quem passa, meu coração, esse, sente que estas aqui comigo. O pensamento, folha caída que voa ao sabor do vento, prende-se a ti.
E é assim que quero permanecer...
Sempre em meu pensamento, alimentando meu coração...doce sentimento...o AMOR!!!

Chove lá fora!
Não me apetece sair e enfrentar um novo dia. Se ao menos ele tivesse algo de bonito!
Lembro-me quando criança, nos dias de chuva, as brincadeiras que inventávamos… a casa virava campo de jogos e o pai alinhava sempre. Quantas brincadeiras naquele chão da sala, gritos misturados com gargalhadas bem sonoras…deixava-se de ouvir a chuva!!
Hoje queria ter acordado pequenina… Sentir o cheiro do bolo que a mãe fazia, ouvir a voz doce do pai que esperava que acordássemos para estar um pouco com nos…
Queria voltar no tempo e não crescer!!!
É isso que eu queria hoje!

O dia amanheceu triste...
Chovia aquela chuva miudinha que eu tanto gosto...
Andava por aqui perdida sentindo a falta de um sorriso...
Pedia que se fizesse magia e ela aconteceu...
Entrou um raio de sol e meu dia animou...
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? --- me perguntarão.
- Por não Ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ? Tudo. Que desejas ? --- Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão ?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
Cecília Meireles
Hoje, a tristeza acordou comigo!!! Por muito que tente afasta-la, não consigo! Meu coração chora e nem sei porquê...ou talvez saiba!!! Desculpa a quem me pediu um sorriso...mas hoje a tristeza acordou comigo...

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das
Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
No fim do Arco-Iris..
Lágrimas,
gotas de chuva que nublam o olhar.
Sol batendo no rosto,
um carinho,
suave calor.
Não é necessario parar a chuva,
basta entender porque ela cai.
Gotas de chuva,
prisma a espera da luz,
meu arco-iris tem tons verdes e azuis.
Verde mar para navegar.
Azul olhar céu, impresindível ar.
Um pote de ouro, tesouro inacessível,
não posso ver nem alcançar.
Flutuo na estrada da luz de tons verdes
e azuis (não sei se chove ainda), sei que
esta lá, e pra sempre vai estar,
só não consigo tocar
só não consigo chegar...
no fim do Arco-Iris
(autor desconhecido)
Quero colo
( Fábio Jr. )
Ah! Eu quero colo
Quero colo sim...tipo surpresa
Quero só ter alguém sempre a mesa
Que me olhe nos olhos e sinta
Sinta que eu quero colo...
De alguém que me chame
Me chame de amigo
Que me envolva e não reclame um sentido,
Pra loucura, pra loucura que é a gente se amar...
Eu quero colo
pra que eu possa ficar feito um menino,
Pra esquecer que existe a dor como destino,
Do amor que nasce e morre,
Porque é assim que deve ser...
Eu quero colo,
que me acolha e me afogue feito um sonho
Que perceba que eu quero e o que eu proponho
É uma vida ou um momento pra viver
Viver, viver, viver, viver, viver, viver ....
É esse vazio que tenho agora dentro de mim
Essa falta horrível que você me faz.
Segundos que levam horas passando
Passam e voltam ao mesmo lugar.
Ninguém!
Na dor da tua falta que me consome
Pergunto á vida tão minuciosamente bela,
aonde estás?
Inutíl te procurar na noite,
Não consigo achar as estrelas,
Não vejo a lua,
aonde estás?
Minto dizendo pra mim sempre, toda hora
Não... nunca existiu
Inútil tentar odiar
Se existe algoz e vítima
ambos
sou eu.
Anonimo
Sinto saudade do que ainda não vivi com você...
Sinto saudade do que não fizemos juntos,
de tudo o que não trocamos,
das coisas simples que nunca vivemos...
Sinto tanta saudade de você
que acabo com saudades de mim.
Sinto saudades do que ainda viveremos.
Mirella

Não deixes que o meu coração se quebre pela tua ausência.
Não digas que amas tarde demais...
Deixa as palavras se soltaram na hora certa para que o coração não se parte com a tristeza do teu silêncio...

Talvez seja do tempo…
Talvez seja por causa de minha maneira de ser…
Talvez seja por ti…
Ao certo, não sei porquê nem porque razão me sinto assim…
Ou se calhar até sei e recuso-me a aceitar a resposta!! Porquê essa tristeza que embala meu peito? Porquê essa dor que alimenta meu coração?
Quem me deixou esta saudade no peito e não volta para acalmar minha solidão, sabe o que estou a sentir, sabe o porquê e mesmo assim não se atreve a estender a mão à quem grita seu nome ao vento, à quem procura sua voz no vento, sua carícia num raio de sol!!
Mesmo assim, deixo que a chuva se misture com minhas lágrimas, que as estrelas ilumine meu caminho…para nunca perder a esperança de o encontrar.
Quem procuro? De quem falo? Quem mais poderia ser senão o : AMOR!!!

E ñao adianta nada porque é impossivel impedir o coração de falar!...



Queria andar no tempo e voltar a minha infância.
Estar de novo naquela sala quentinha, rebolando pelo chão com minhas irmãs, tentando derrubar nosso querido pai. Quantas acrobacias! Quantas gargalhadas! Quando estávamos a ganhar na luta de uma guerra inventada, juntava-se os meus irmãos…os homens apoiam-se sempre! As mulheres não podiam vencer!!!
Lá fora, a neve pintava de branco toda a paisagem e cobria nossa «citée» de um silêncio mágico. Tudo era beleza, amor, carinho… quero voltar a esses anos de felicidade!
Quero de novo deitar-me no chão junto com meus manos mais velhos e ver na televisão os filmes de cowboys que tanto gostava. Ou então rir a bom rir com os filmes de charlot que o meu irmão não dispensava, os desenhos animados que o mais velho de nos todos conhecia de cor e salteado! Não me importava de os rever todos!
Quantas horas passadas nas brincadeiras com as mais novas, inventando casinhas de bonecas com recortes de revistas!!! Nesse tempo ainda sabia brincar!
Vivíamos uns para os outros e sabíamos dividir tudo. Talvez por isso, ainda hoje somos unidos, sentido as mesmas alegrias e dividindo as mesmas tristezas.
Volta tempo que preciso de novo sorrir e sentir o calor de minha casa, o cheiro do bolo da quarta-feira, que a mãe fazia sempre, já que era o único dia que não tínhamos escola.
Volta tempo e traz-me de novo aqueles domingos ao pé da janela com os pais a jogar domino…só se ouvia o ruído das pedras na mesa!!! Aquela camisola azul que marcou minha memoria para sempre…é com ela que te sonho, que minha saudade te lembra, meu querido pai!
Volta tempo nem que seja por um segundo…o tempo de dizer a todos eles o quanto os amo!

Se ao menos deixasse o coração falar!... Não haveria amores perdidos, amizades quebradas, familias separadas...
Se eu pudesse voltar no tempo e dizer a todos que partiram, o quanto os amava!!...
Não deixem as palavras presas na garganta mas sim digam-as na primeira oportunidade... Pode não surgir outra!!!

Sou filha da lua e só com o seu brilho consigo caminhar pela estrada da vida.
Só ela sabe o quanto as vezes choro por esses caminhos sem fim e que não levam a lado nenhum.
Só ela sabe que é no manto da noite, onde ela semeou mil estrelas de luz, que eu acalmo a dor que me fere o coração.
