Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

Escrevi...

pr-lagrima.jpg


Escrevi durante horas…


Espalhei pela folha branca de minha vida, mil palavras tingidas de preto, palavras que o arco-íris se recusou a pintar de luz. Palavras sem sentido, feitas de gritos que ninguém ouve…
Palavras como a emoção que são cantadas em todas as canções, melodias de desejos, de sonhos…Palavras de esperança sem esperança… Palavras de carinho, cheias de ternura e sorrisos, escritas para beijar quem as lê, nem que por um breve momento.
Nada estava bem. Apaguei tudo e de novo escrevi.
O branco de novo aparecia salpicado de uma só cor, triste, sem graça. Então fui desistindo, uma por uma, das palavras mais bonitas. Estavam no sítio errado. Não eram minhas!
Apaguei cada sentimento e deixei apenas as palavras vazias, cor de minha alma. Mas mesmo assim ainda não me sentia bem. Olhava para elas e sentia bem no fundo do coração a dor de as sentir… Não as quero mais!
Quando olhei de novo, a folha branca continuava branca, cheia de um vazio enorme… Apenas um pontinho lá estava esquecido… mas era apenas uma pequena lágrima…


Escrito da alma: Madalena às 02:47
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14 comentários:
De Anónimo a 3 de Setembro de 2005 às 13:25
Palavras fortes...Distante
(http://distante.blogs.sapo.pt)
(mailto:distante@megamail.pt)


De Anónimo a 21 de Agosto de 2005 às 22:46
Um dos grande poemas de Vinicius.É sempre agradável ler um grande poeta. Boa semana.Bjsbitu
(http://www.bitu.blogs.sapo.pt)
(mailto:bitu_52@sapo.pt)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 17:27
quantas vezes não tive uma folha branca á minha frente, muitas palavras passaram mas nenhuma ficou, não chores madalena, amanhã será um novo dia...
sofialisboasofialisboa
(http://sofialisboa.blogs.sapo.pt/)
(mailto:sofialisboa@hotmail.com)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 15:50
Não tenho palavras, perante palavras tão lindas...BeijosCharlotte
(http://clima.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariecharlotte@sapo.pt)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 15:11
Ó Magdalena (vou passar a chamar-te assim, posso?),.. o que me causas parece impossível... Então?.. Nada?... Continuas a dormir o sono dos justos?... Ou continuas de baixa?... Mas a convalescer, por certo... Espero por ti, para um mergulho alegre no meu dique e não é permitido nem sequer uma lágrima a rasar a tua folha branca...CASTOR
(http://diquedocastor.blogs.sapo.pt)
(mailto:diquedocastor@sapo.pt)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 11:42
Cuanto cariño,sensibilidad en ese poema :)
Lindo como siempre.
BesitoROMERO
(http://romerodelpueblo.blogspot.com/)
(mailto:romero_del_pueblo@hotmail.com)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 10:38
Volta a "pintar" mas munidas de cores vivas, fortes e bastante coloridas..a tua "pintura" ficará mais linda!
Tudo de bom.Bjsdocerebelde
(http://docerebelde.blogs.sapo.pt)
(mailto:docerebelde@hotmail.com.pt)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 05:54
(Isto é num sussurro, na tua orelha esquerda...): ma-da-le-naaaa!!! Ó ma-da-le-naaa!!! Acorda!! Olha que o Castor tá acordado a esta hora e voltou a ganhar-te aos pontos, enquanto tu continuas a sonhar com... com não sei quê que agora não me lembro... CHUACCASTOR
(http://diquedocastor.blogs.sapo.pt)
(mailto:diquedocastor@sapo.pt)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 02:38
Inda que fosse tão somente "um pontinho" lá/cá na folha branca, por se tratar de uma lágrima, esse pontinho já diria tudo. #
A lágrima, síntese da vida, salgadinha como a água do mar, donde viemos, navegou um longo percurso até aportar na folha branca. E nesse longo percurso, que vai do mais recôndito da tua alma até hesitar por um instante num canto do olho, para só então escorrer leve leve pelo teu rosto, e finalmente abraçar a folha que era branca, com que nos presenteias com o que há de mais sentido de ti mesma.batista filho
(http://ilhamutuns.blogspot.com)
(mailto:ilhamutuns@uol.com.br)


De Anónimo a 18 de Agosto de 2005 às 00:23
Olá Madalena. Adorei. por vezes ficamos a frente duma pagina em branco, colocam-se algumas palavras, risca-se, torna-se a escrever, apaga-se e acabamos frustrados. O que nos acontece com a folha, tu transportas-nos para a vida, e usas o poder das palavras para exprimir sentimentos que existiram mas deixaram de existir. A vida somos nós que a escrevemos e eu por mim só te desejo, do fundo do meu coração, que possas de novo voltar a encher a pagina da vida com muitas coisas bonitas, que te façam sorrir pela manhã, pela tarde e pela noite. Deixa lá ficar a lágrima para te lembrar que a pagina não pode mais fikar em branco. Será que disse asneiras? Bom deixo-te com um grande beijinho.zeca
(http://ailhadez.blogs.sapo.pt)
(mailto:zzeca855@hotmail.com)


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