Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

Esta noite...

Nuit-1.jpg


Esta noite vesti-me de lua cheia e procurei-te pela cidade na esperança de te encontrar. Espalhei um raio do meu luar por esses caminhos perdidos, para iluminar teus passos e assim, guiar teu caminhar por estradas de luz.
Salpiquei de brilho as estrelas para que no firmamento, elas pudessem prender teu olhar. Escrevi com elas, num céu sereno de uma noite calma e fria, o mais belo dos poemas.
Fiz versos e rimas e separei tudo em pequenas quadras. Tinha a certeza que assim, estivesses onde estivesses, pelo menos uma, irias conseguir ler!


E esperei, quietinha, cheia de orgulho por ver os namorados beijarem-se, banhados pela minha luz... Esperei, sorrindo porque sabia que, em algum momento, irias olhar para cima e teu olhar iria prender-se no meu e, nas estrelas, irias ler o quanto eu sinto tua falta!! Esperei um sinal de ti... Esperei até ao amanhecer...


Lá longe, o sol nasceu e a magia da noite desapareceu na bruma. As estrelas recolheram-se e tive que deixar de ser lua cheia... A noite passou e não te encontrei...
De nada serviu iluminar as ruas com minha esperança pois minha luz apenas trouxe mais escuridão ao dia que nasceu.
Ainda encontrei nas gotas de orvalho, algumas rimas de um poema que ficou esquecido e de novo fiquei com a certeza que mais logo, quando a noite cair, de novo estarei procurando por ti... Serei de novo lua ou estrela...


Ou simplesmente, alguém que na noite calma e fria, sonha e inventa-te num poema!!


Escrito da alma: Madalena às 12:04
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5 comentários:
De Anónimo a 15 de Fevereiro de 2006 às 22:28
Sabes não conhecia este canto...gostei muito...da tristeza e da solidao..da procura da busca..
pensadorapensadora
(http://pensadora2.blogs.sapo.pt/)
(mailto:pcap37@hotamail.com)


De Anónimo a 14 de Fevereiro de 2006 às 09:41
Procurei-te por entre a tristeza, a dúvida, a distancia, a improbabilidade... sabia que existias (tinhas de existir) mas o mundo teimava em nao me deixar descobrir-te. Procurei-te na terra, no mar, nos olhares e nos corpos... sabia que eras real (tinhas de ser) mas a vida teimava em não me deixar encontrar-te. Procurei-te no meu cansaço, na minha corrida, na minha inquietude, no meu delírio febril... sabia que estavas lá (tinhas de estar) mas o meu espírito irrequieto não me deixava ter-te. No entanto, na maior improbabilidade, encontei-te... vi-te... agarrei-te... tenho-te... sou teu. (14 de Fevereiro - dia para aqueles que encontram no coração mais do que um orgão que faz circular o sangue.)C.
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(mailto:c@inbox.com)


De Anónimo a 13 de Fevereiro de 2006 às 18:14
algo me diz que não vais curtir muito o meu ultimo texto mas...passa por lá.

gostei do teu, vou passar + vezes

Cumprimentos
Bitónuno
(http://corneto.blogs.sapo.pt)
(mailto:leslienuno@hotmail.com)


De Diego a 20 de Novembro de 2009 às 23:23
Vc é maravilhosa escrevendo, gostaria muito de conhece-la...


De Jorge a 19 de Setembro de 2010 às 17:44
Ola Madalena...
Andei esta tarde a ler alguns escritos do seu blog...
por momentos foi como se a minha imagem estivesse a ser reflectida num espelho...só depois entendi que a minha dor não é única....
Desejo-lhe um óptimo domingo e faço votos para que continue a escrever estas coisas maravilhosas e faça sonhar quem tanto precisa dum sonho....
Beijo com muito carinho.
Jorge


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