Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Uma carta para ti...

Não te conheço nem nunca te vi. Só sei de ti, aquilo que se diz por aí e aquilo que nos ensinam quando pequenos. Não frequento tua casa e muitas vezes duvido de tua existência. Apesar de ter sido educada nos teus princípios, sigo apenas aqueles que eu acho justo...pelo menos para mim.
 
Quero acreditar que estás aí e que ouves quem de ti precisa e acredita na tua força. É bem mais fácil ter alguém a quem culpar pelo mal que nos acontece, pelas lagrimas que choramos... Sim, andas na boca do mundo. Se é bom, és milagre, se é mau, é porque não podes ouvir toda a gente! Será mesmo assim? Tenho minhas duvidas!! Mas a verdade é que ninguém te culpa e no entanto... eu acho que se realmente existes, se tens o poder que te dão, então és tão culpado ou mais de tudo o que acontece!
 
Não sei rezar, nunca aprendi mas falo muitas vezes contigo, do meu jeito... Não uso grandes palavras de louvar mas dirijo-me a ti como á um amigo. Sei que é sempre um monologo, pois de ti, não recebo resposta. Pareço uma miúda que fala com seu amigo imaginário... e talvez tu sejas isso mesmo!! Acho que te fizeram mudo para não teres que falar com tanta gente ao mesmo tempo. Quem se entende no meio de tanto pedido? Ou será para não ter que responder aquilo que não se quer ouvir?
 
Não sei se sou justa naquilo que sinto por ti. Na verdade, nem sei ao certo o que sinto. Posso errar em cada sentido meu, em cada sensação mas sou aquilo que fizestes de mim ou não és tu quem nos dá vida e nos molda a tua imagem? Acho que no fundo, todos somos parecidos contigo, alguns no melhor de ti... outros naquilo que tens de pior!! Eu fico-me pelo meio...( deve ser mesmo aqui que está a virtude!!)
 
Nunca te pedi algo para mim, nunca te culpei por aquilo que sou ou acontece comigo. Não seria justo, uma vez que não sei se realmente estás presente naquilo que me rodeia. Quando peço, faço-o por todos aqueles que em ti depositam a sua esperança, a sua fé... e por aqueles á quem amo. E tu sabes porquê. Sempre que pedi algo para esses pedacinho de alma minha, não te prometi sacrifícios, nem saberia fazei-los pois a vida já é muitas vezes um sacrifício por si mesma mas em troca, dou-te sempre dias de minha vida!
 
Como não nasci sabendo de quanto tempo seria minha vida, não sei quantos dias já troquei nem quantos me faltam para viver... também pouco importa não é mesmo?
 
Desculpa meu jeito e não deixes de ser meu amigo, ajudando não só quem eu amo mas todos aqueles que precisam de ti. Quanto a mim... bem... deixo ao teu critério pois sabes que te agradeço quando me ouves mas que também sou a primeira a negar tua existência quando a vida me magoa!! Deves saber se mereço ou não, o teu abraço protector...
 
Hoje escrevo neste cantinho de minha alma uma carta para ti....

Escrito da alma: Madalena às 21:19
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Domingo, 19 de Novembro de 2006

Inimiga de uma vida...

Descobri-te num dia em que deveria ser igual a tantos outros. Estavas ali, mergulhada em números que por alguma razão, saíram dos limites. Uma sentença que foi declarada e tornou mais cinzentos meus dias.

Não sei há quanto tempo já fazias parte de mim, mas nesse dia, há mais ou menos 12 anos, comecei esta luta que continuo, sem saber quem será o vencedor e o vencido.

 

Tua companhia obrigou-me a ceder e a abdicar de muitas coisa que gostava…principalmente daquelas que tornam a vida mais doce, mais suave!

Habituei-me a tua presença constante e aos teus caprichos. Sempre foste difícil de controlar e manter-te quieta é algo que muitas vezes me deixa desesperada.

 

Sempre que o permito (sim, porque só eu sou a culpada por o permitir…), que saias dos teus parâmetros, provocas em mim mais uma dor… Uma dor lenta e silenciosa que cresce sem se mostrar mas que passado algum tempo começa a revelar-se, trazendo tua assinatura. Apoderas-te do meu corpo tentando minar-me a alma… Porquê?

 

Eu sei as respostas, que são muitas, porque a ti, conheço-te de cor… Aprendi tudo o que havia para aprender e sigo cada passo teu…

 

Todos os dias, sinto-te nas pontas dos meus dedos, calada, persistente…rindo dos meus esforços por te manter quieta. Mas a cada gota de sangue que te dou, também ganho mais uma certeza: não vou desistir!! Não te vou deixar ganhar nem dar-te o direito de condicionares minha vida.

 

Hoje escrevo para ti, porque há alguns dias, descobri que me queres tirar a luz, as cores…que queres meu olhar…

 

Não nego que estou com medo… Sentimento novo que tu despertas pela primeira vez mas, isso dá-me mais força para continuar esta luta infinita de te manter presa nos limites de onde nunca deverias ter saído.

 

Conheço-te bem sim e talvez tu me conheças ainda melhore por isso te aproveitas de minhas fraquezas. Mas, acredita, que não te vou deixar pintar meu mundo de escuridão…

 

Escrevo-te porque as palavras são meu mundo e nelas quero-te prender… São nestas palavras que te digo, inimiga de uma vida, que apesar de teres vencido muitas batalhas, ainda não ganhastes a guerra. Porque enquanto eu viver, cada sopro será para te vencer…

 

Escrevo-te porque sou diabética e cada dia é um dia de luta contra ti!

 


Escrito da alma: Madalena às 17:40
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Sábado, 11 de Novembro de 2006

Lágrima...

Uma lágrima cai silenciosa, arrastando com ela uma dor que ficou presa em minha alma. Corre devagarinho pelo rosto, tocando de leve meus lábios, num beijo que guarda o gosto a sal. Desagua serena num pranto calado que eu escondo por detrás de um sorriso…

 

Uma lágrima que se faz emoção nos sentidos que foram de alguém e se fizeram meus. Nasce de um desejo acordado pelo toque suave de uma carícia escrita com as pontas dos dedos, de um beijo sentido nas palavras ditas em silencio…

 

Uma lágrima que é simplesmente mulher. Real ou sonhada, já não sei… Ela é palavra ao vento e alma de Outono, sorri nas lágrimas e chora os sorrisos…Mas é uma só, simples, feita de sentidos e emoções, de sonhos e de realidades, de passado e presente…

 

Um ser perdido no vazio em se deixou prender e que naufragou nas sensações gravadas no corpo, no coração…na alma!

 

Uma lágrima que alguém guardou em sua mão, aprisionando seu amor que em silencio se faz poema nas palavras escritas… Lágrima que se faz mar de saudade e que beija ternamente os lábios de quem a faz nascer…

 

Lágrima sentida que não é mais do que eu…

 


Escrito da alma: Madalena às 12:07
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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2006

Apenas mais um dia...

A manhã chegou devagarinho, lembrando que mais uma semana começa e que está na hora de levantar para mais um dia. Como todos os dias, espero sentada na beira da cama, que os sonhos desaguam num mar de esquecimento e que a  realidade que é feita apenas de rotina, tome seu lugar em meu pensamento...

 

Olho o dia pela janela que pouco a pouco se revela e sinto frio. Como pode a luz que ilumina meu mundo ser tão gelada? Já senti seu calor em cada raio de sol e até a magia num raio de luar. Mas e agora? De onde vem esta sensação de perda que faz minha alma naufragar num mar de emoções perdidas?

 

Enquanto a agua quente do chuveiro me aquece a pele, as lagrimas caiem silenciosas, misturando as gotas que correm em direcção ao infinito. O coração sente aquilo que o pensamento tenta afastar e perde o compasso nessa luta sem vencedores que é deixar de sentir.

 

Saio para a rua e os sorrisos abrem-se num bom dia cordial, cheio de simpatia. O mundo continua igual, como seus segundos que se transformam em horas... nos seus instantes que se fazem eternidade, na dor que fica, na esperança que morre... nas forças que acabam e nos deixam caídos por terra.

 

Sigo caminho ocultando a alma que se desfez em mil pedaços, tentando que o sorriso que nasce seja pelo menos bonito para quem o recebe, mesmo que seja feito de um vazio que nada pode preencher. Passo a passo, olhar distante, preso num horizonte que se desfez na magia que se perdeu...

 

As horas passam e dou-me conta que nem sequer as contei. O tempo é agora apenas aquilo que sempre foi...tempo de nada, de ninguém...tempo de vida sem vida!

Pergunto-me se não será melhor assim. Acordar para um dia que depressa acaba e de novo deitar-me nos sonhos que embalem a alma nas saudades que quero apagar...

 

Sim... Talvez o dia seja afinal, apenas isso, mais um dia... sem sentido talvez, mas também sem magoa, sem lagrima, sem dor... Apenas mais um dia!!

 


Escrito da alma: Madalena às 19:05
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