Sábado, 28 de Outubro de 2006

Silencio...

Silencio que tocas baixinho a melodia de uma saudade, embala meu coração nas batidas ritmadas dos sorrisos que se perderam … Canta no vazio de que és feito e traz de volta o eco das palavras de uma canção… Faz meu coração bailar ao som das rimas que o tempo tocou em seus minutos e que o vento murmurou baixinho…

 

Silencio que vestes a alma de solidão sentida, grita nos raios de sol, as palavras que me aqueceram e que se fizeram quadras de um poema… Palavras que se mostraram nos gestos prometidos e pintaram cada bocadinho de pele com o sonho de uma carícia terna, suave…

 

Grita Silencio para que eu possa de novo chorar a ausência em cada lágrima que provocas… Grita bem alto e tinge de verde esperança este meu coração que bate com a força de um sentimento que ficou suspenso no tempo…esperando por algo que ainda não sei o que é, mas que sinto a cada compasso…

 

Anda silencio, companhia constante de meu viver… Vem comigo e ouve com atenção aquilo que te diz o coração. Escuta na minha voz as palavras que a alma desenha nas folhas brancas e leve-as contigo…

 

Vai… Deixa-me… Liberta-me deste vazio onde me prendes e trás na volta, a certeza de um amanhecer cheio de melodias e de sorrisos… Procura em outras almas, o mesmo sentido que tu me dedicas e enche-as com o som de minha voz…

 

Talvez assim, amigo Silencio, meu coração encontre o sorriso que o vai fazer bater o compasso certo de uma melodia de amor… e nesse ritmo tanto desejado, tu sejas apenas o título de meu poema… Silencio!

 


Escrito da alma: Madalena às 19:00
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Sábado, 21 de Outubro de 2006

Sente...

Sente, alma que te vestes de Outono, o dia lá fora que hoje chora contigo, lágrimas de uma saudade que não acaba. Sente alma minha e deixa que cada gota seja uma dor que cai pelo teu rosto para morrer nos lábios, numa despedida…
 
Solta o cabelo ao vento. Deixa que seu murmúrio traga de volta ao teu pensamento, mil e uma palavras que os sentidos sopraram… Escuta com atenção. Ele traz em sua voz, não só amores perdidos e lágrimas mas também esperanças e sorrisos…
 
Vai descalça, alma minha, e dança nos charcos de água que a chuva vai formando, solta tuas magoas para que sejam arrastadas para o mar do esquecimento, ou pelo menos, para um lago de paz…
 
Liberta-te desta concha que te encerra as vontades e que te prende as emoções. Vai… Baila ao som da vida que gota a gota preenche tuas paginas brancas, esquecidas do brilho das estrelas e do calor do sol…Vai e pinta cada instante com as cores do arco-íris…
 
Ouve a melodia de teu coração, alma pequena, que toca baixinho uma canção perdida no tempo mas que continua, tão presente. Ela tem nas suas rimas, os sonhos que ainda podes sonhar… Segue o ritmo descompassado de uma batida que falha sempre que um raio de sol aparece…
 
Sente, alma de Outono, que o dia chora apenas porque assim o queres sentir…
Sente alma pequena, que o teu coração bate de vida e que o dia, mesmo de chuva, é mais um dia para sorrir e amar…

Escrito da alma: Madalena às 15:14
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Sábado, 14 de Outubro de 2006

Nasce o dia...

O sol amanheceu e inundou meu quarto de luz. Seus raios fizeram as sombras da noite ganhar cores, transformando tudo o que me rodeia, trazendo de novo a realidade de mais um dia.

 

Continuo quieta, olhando a luz crescer cada vez mais, iluminando os recantos onde a noite se encolhe… Não quero acordar e peço a escuridão para afastar a luz. Minha alma continua presa no sonho que a embalou…

Esquecida numa magia que um dia nasceu num coração que batia ao compasso de um desejo mas que hoje se perdeu no silêncio ritmado de uma ausência.

 

Fecho os olhos, não quero ver o dia nascer, nem sentir a realidade que se aproxima vazia de sentidos. Quero prolongar a noite. Voltar para o abraço terno das estrelas, sentir o aroma da maresia que o mar exala enquanto canta uma melodia de saudade. Quero voltar para o aconchego de um raio de luar que sempre se prendeu no brilho de um olhar distante…

 

Mas o dia nasce e teimoso afasta as estrelas que guardam minha alma. Sinto-me vazia sob este sol que não me aquece o coração…Sol que um dia foi sorriso e que hoje se perdeu no tempo… Mas ele amanhece cheio de vida e de brilho e obriga-me a despertar.

 

Desisto da noite e do sonho que me embalou e devagarinho acordo para mais um dia. Deixo o sol beijar-me suavemente o rosto e sorrio… Afinal, o dia tem em suas horas, imensos sorrisos escondidos… Só preciso deixar que a alma senti-los…


Escrito da alma: Madalena às 17:28
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Sábado, 7 de Outubro de 2006

Uma lágrima...

Uma lágrima desliza pelo rosto e morre nos lábios deixando o sabor de um beijo que ficou preso no tempo. Nos lábios onde se deita, salgada e húmida , inventa as palavras que ficaram por dizer... palavras que nascem num murmúrio e que a brisa de Outono leva junto com as folhas caídas de uma vida. Vida que hoje se faz mais triste...

 

Uma lágrima cai silenciosa, trazendo a memoria, saudades de momentos partilhados, de instantes que não voltam mais. Lugares de magia que o pensamento teimou em me levar tantas vezes. Caminhos que se fizeram sonhos nas noites sem dormir e nova esperança nos dias que amanheceram, com a certeza de um sorriso...

 

Uma lágrima  nasce na alma e se faz lago em meus olhos. Nasce num turbilhão de emoções que se vão atropelando no coração. Mistura-se no sangue que me dá vida e torna assim um pouco mais vazia, um pouco mais só a alma que sonhou...

 

Chora alma minha e deixa que as gotas de chuva que caiem de teus olhos, sejam apenas despedidas de penas e magoas que o Outono cismou em fazer voar ao vento...

 

Chora alma pequena para que amanhã possa nascer de novo um sonho...

 

Uma lágrima desliza silenciosa e morre em meus lábios num até já infinito...

 


Escrito da alma: Madalena às 16:38
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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006

Procuro...

Procuro…

 

Nos dias que passam, os dias em que o tempo se fez tempo de sorrir.

Dias pintados na cor suave de um raio de sol, iluminado pelo brilho de um terno olhar…

Nas noites frias que se fazem sentir, os sentidos de outras noites, serenas e magicas.

Noites, onde o sonho se fez quadro colorido na tela branca de minhas paredes…

 

Procuro…

 

Nas palavras que nascem do silêncio, a voz que se fez murmúrio no vento.

Voz que foi melodia ritmada no compasso do meu coração…

Nos gestos ausentes aqueles que tocaram de leve minha alma.

Gestos que foram abraços de ternura e aconchego…

 

Procuro…

 

Nos sentidos que ficaram e na saudade que se fez presente, nas emoções que despertaram e nos desejos que não se acabaram…

Na chuva miudinha que brota dos olhos e na esperança vã, na alma que chora e no coração que silencia a dor…

 

Procuro…

 

Por ti que sabes usar as cores do arco-íris para pintar os dias de um céu azul e de um mar tranquilo e sereno.

Por ti que iluminas as noites com luares de magia e embales os sonhos nas mil estrelas que teimo em querer alcançar…

 

Procuro…por ti…que és sorriso, toque suave na alma e sentido no coração!

 

 


Escrito da alma: Madalena às 14:17
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