Sábado, 30 de Setembro de 2006

Leva-me contigo...

«LEVA-ME CONTIGO...

 

Leva-me contigo vida. Vamos fugir deste mapa cinzento e só regressar quando as cores da nossa vida se tocarem numa trincha larga e infinita que nos ligue eternamente.

 

Quero-me apaixonar por ti e que vivas em mim. Quero ser a infinidade contigo e caminhar com a simplicidade de uma mão dada, no caminho que ambos pintarmos.

 

Seremos artistas das quatro estações, nos quatro cantos redondos do mundo.

 

Leva-me contigo para um lugar qualquer, longe ou perto, onde existe um espelho mágico tão grande, que não tenha outra alternativa se não olhar-me nele, autodescobrir-me para além daquilo que os olhos se apercebem e, finalmente, encontrar-me comigo e com o amor. Pode ser aqui, ali ou acolá. Para norte, sul, este ou oeste. Para o calor de um deserto ou para o gelo do Árctico, para uma praia encantada de água azul cristalina ou para o interior de um castelo no cimo de uma montanha. Leva-me para esse sítio encantado, onde me possa libertar dos condicionamentos do tempo e das suas ilusões e aprenda a desligar a mente e a viver no único momento que é real, o presente. (…)

 

Acredito em ti como nunca acreditei e reconheço em mim uma máscara enferrujada, que preciso deitar fora, e um muro intransponível que preciso derrubar.

 

Ainda não sei o que é essa liberdade, mas conto contigo para me levares lá. Não me digas que não podemos ir e emite-me esse bilhete... peço-te. Sei que esperastes por mim todos estes anos, mas só agora estou pronto para derrotar os meus medos e entregar-me a ti.

 

Quero despojar-me do meu passado e renascer.

 

Leva-me vida e eu levo comigo apenas o necessário para os primeiros passos, pois sei que me providenciarás tudo o que necessito.

 

Ouvirei o rufar triunfante da minha respiração e o palpitar do meu instinto. Verei a sedução condutora da Natureza e, através dela do seu manto de luz, guiar-me-ei pelas estrelas, ventos e marés, até dar de caras comigo num lugar qualquer, onde o tempo não existe e as pessoas possam sorrir, simplesmente, por saberem que possuem o bem mais valioso de todos... TU.

Não sei se este lugar existe ou se o espelho mágico não passa de uma criação espontânea da minha cabeça, como sendo a única saída para enfrentar medos que tenho receio de perceber. Mas sei que só escrevendo esta carta é que posso ter hipótese de lá chegar e me encontrar, pois as palavras apontam para além daquilo que elas são, abrindo caminhos que só poderão ser percorridos, mais tarde, pela provação. E eu quero sentir esse sabor...

 

Leva-me contigo, só assim poderei renascer dentro do meu próprio coração e ter alma de pássaro. Só assim poderei sentir a sintonia e a unidade com alguém que possua uma alma esvoaçante do tamanho da minha e me ame da essência, nesta viagem tão misteriosa que é a autodescoberta.

 

Leva-me contigo da escuridão labiríntica à claridade, do medo ao amor, do constrangimento do tempo ao vazio da paz interior.

 

Leva-me contigo até às portas da felicidade.»

 

Gustavo Santos in Carta branca

 

 

 

Tudo está dito nesta carta onde as palavras se fizeram sentidas...

 


Escrito da alma: Madalena às 14:47
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2006

A ti...

A ti, que a noite traz até mim num sonho doce que invade os sentidos... Que as estrelas procuram iluminar nas estradas por onde os pensamentos se perdem, caminhos de desejos acordados pelas emoções que provocas e que cada luar testemunha...

 

A ti, que devagarinho encheste minha alma de sons suaves, feitos de ecos distantes que tua voz cantou... Melodias de palavras ditas num silêncio que pintaram cada momento contigo, nas cores mais bonitas do arco-íris...

 

A ti, que fazes parte de minha vida mesmo na distancia que apenas o pensamento pode ultrapassar... Parte da alma pequena da qual eu sou feita, mas que por ti se faz infinita, no seu desejo de te abraçar, aconchegar e guardar...

 

A ti, meu poeta que fazes rimas nas pontas dos dedos, quando te invento na solidão de meu mundo, que fazes versos de ternura nos gestos e quadras de paixão num beijo doce... e tão desejado...

 

A ti anjo, que chamo num grito preso na garganta, que vives nas batidas descompassadas de meu coração, que mudas meu mundo em cada segundo, que faz de cada pensamento uma pequena historia de amor...

 

A ti... sim a ti... eu quero dizer... apenas, que sinto tua falta !


Escrito da alma: Madalena às 18:04
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